sexta-feira, 17 de setembro de 2010


Eu visto meu ser com letras, traços e palavras
Eu dou forma, graça e aspecto à minha vida
Eu uso os símbolos e ícones da escrita e das tintas, para fazer voar meu espírito pela imensidão do Universo e derramar meu pensamento na alma de quem lê. Eva Leite


O amor tem que se despir
Esquecer o preconceito
O mais velho, o mais moço
O amor tem que gritar
Bem alto para que todos ouçam
O amor tem que sair do fundo do poço
Levante este pescoço
E grite alto, forte e grosso
O amor tem vários sabores
Tem para quem quiser
De todos os gostos
Ate mesmo os opostos
O amor é livre, solto e louco
Não precisa ameaça ou farsa

Eu desejo o pecado
Cometo crime e sou condenada
Tenho fé no perigo e aceito o castigo
Eu faço minha vontade e não ligo
Todo o meu erro é teu corpo
Que cobiço
Tua boca que é meu vício
Teu sabor de vinho tinto
Teu calor que atiço
Pode até ser um capricho
Talvez coisa de signo
Sou câncer e você,
Qualquer bicho


Dentro de mim tem um bicho
Dizem que é signo
No chinês é o cavalo
Mas acho que sou câncer
Se é como está escrito
Eu sou um perigo
Arranho, agarro e firo
Se doer é só falar
Que eu digo
Foi sem querer querido
Foi coisa do destino

Pintar é como compor uma canção que reúne sonhos e realidade,
Magia e fantasia, poesia versada com cores, perspectiva, ritmo, é um momento maravilhoso, Deus seja Louvado!


Quero como o vento, ser brisa, furacão, tempestade e calmaria,
Quero como o vento, acariciar as flores, florestas e pradarias,
Quero como o vento, sussurrar para as fontes, rios , mares e oceanos,

Eu pinto, as minhas emoções
Eu tinjo minha alma de cores e tons
Eu crio um novo caminho para as minhas ilusões
E deixo me ir no passo dos pinceis que me levam
Numa dança formosa


Vou ousando nos traços
Deixando na tela os rastros
Juntando a cor
Até formar uma flor
Uma inteira
Outra em pedaços


Pinceladas lentas
Uma pausa aqui
Outra ali
Um caminho quase infindo
Mas o pincel continua sua viagem
Indo, vindo,
As vezes tão vestido de tinta e sonhos
As vezes tão leve, cerdas nuas
Como meninas que andam nas ruas
Livres, soltas, bailando
Como se o pensamento estivesse na lua
Assim vai a inspiração
Se soltando de mansinho
Uma gota se funde a outra
E vai cobrindo a tela
De roupa mais bela.


Eu sou assim
As vezes aqui
As vezes ali
Me vejo no espelho
Vaga cor
Alma distante
Buscando o infinito
Fugindo de mim
Vem, volta
Vestido vermelho
Batom carmesim
Menina vadia
Eu me faço assim
Eu me invento pra mim
Eu me escondo em curvas perigosas
Me refugio em esquinas sinuosas
Eu me molho com tanta neblina
Água mais fina e fria
Que caem das faces
De luas tão lindas
Madrugada, dia, noite,
Caminhos sem luz
Só sombras,
Só asas para sair no silencio
Sumir no escuro.


Hoje na solidão que ignora meus sonhos
Eu planto desejos
E colho saudade do calor dos teus lábios
Meu vício.
Como é vazio este dia
Doce lembrança que para sorri
E insiste em dizer me que já amei
Talvez como jamais alguém amou


Pintar uma flor
Vaga cor
Que escorre na tela
E forma arte
Coisa tão bela
E singela

Eu faço parte deste grupo.
www.apbp.com.br


Capa do meu 1º Livro, MINHA VIDA TEM RODAS, MEUS SONHOS TÊM ASAS.


Espírito livre que voa alto e rabisca
Se deixa perder em uma página ou linha
Poetiza, canta, escreve e rima
Dança, levita e mergulha em lágrima lírica.
Parte da vida se foi
Mas, há sempre alguma coisa que fica
O amor, o pensamento
Ou apenas a alma que delira.


Pinceladas leves, livres
Soltas como o vento
Ou brisa suave que me leva
Em suas asas
E faz o coração arder como brasas
E permite meu pensamento
Alcançar o espaço de luz, emoção e magia
Na ponta o pincel carrega não só tinta
Mas uma voz que grita
Para não sufocar a alma
Que quer partir, sair pela janela
Atrás de um mundo colorido
Como aquarela
Uma bela tela.


Nada pintarei de mim
Nem a cela que me encerra
Nem o frio que me congela
Eu pintarei na tela
Quero pintar paisagem mais bela
Flor ou rosa, coisa singela
Minha alma se entrega
E se revela na arte
Meu espírito celebra a vida
E não nega
Minha boca leva o pincel
Que sobe, desce, escorrega
E forma pedaços, coisas pequenas
Fragmentos do universo.


Capa do meu 2º Livro, MOMENTOS E DESEJOS.

sexta-feira, 2 de julho de 2010




Eu risco, rabisco, traço linhas
Ponho cores, camadas grossas, finas
Traço planos, pego pinceis, mesclo as tintas
Faço minha tela virar arte
Vou assim pintando a vida
Tirando da alma as razões
Do coração os motivos
Aliviando meu espírito
Das dores, por meio das cores
Que formam flores e retratam os amores.


Pinceladas fartas, largas
Umas sobre as outras
Gotas de tinta
Sobre a tela pinga
Vai colorindo o quadro
Formando o meu universo
Como letras que fazem poemas
Como versos que viram canções
As cores logo de inicio já dão sentido ao olhar
O pincel vai passando deixando sua marca
Como os dias que se vão deixando pegadas
Dias e pinceis deixam rastros
Caminhos retorcidos
Riscos e rabiscos
Que somados criam formas
Que pulsa a sua energia,
Que soa uma melodia
Que vibra, dá vida.

Pegar um pincel pesado de tinta
Gota que pinga
Descendo, se espalhando na tela
Motivo, idéias e imaginação
Criatividade fecunda
As razões e emoções se cruzam nos caminhos,
No percurso desta viagem,
Sonhos de poder viver o real
O imaginário,
Meu quadro, sem moldura
Meus olhos buscam o conteúdo
Minha mente tem sede de arte
Meu ser se atenta para o universo fictício
Tenho vicio de pintar, colorir
Descobrir, inventar
Traçar meu mundo
Desenhar a felicidade

Esbocei meu quadro
Risquei, rabisquei, desenhei
Do jeitinho que pensei
Eu criei, inventei, pintei
Dei forma, energia, cor
Dei vida a cada traço
Assim manifesto meu mundo
Que é de fases, épocas, estações
Inverno, outono, primavera, verões
Quantos verões!!!
Tingi minha tela de azul e branco
Céu e nuvens.....
Tradução de paraíso
Longe do branco e preto
Que o eu comum atinge
Eu viajo.......
O mar, o universo, as estrelas
O arco - íris...
Dei cara de paisagem
Para esconder meu espírito.


Eu pintei um mundo
De sonho colorido
Dourado, lindo, sonhado...
Fantasiei, dei vida mágica
Cenário fantástico, cores vivas
Que traduzem palavras engasgadas
Sufocadas...
Que sugerem fases mal vividas
Que definem noites não dormidas
Longe de realizações, eu sonho
E na tela ponho meu querer,
Meu desejo...
Tenho no pincel a tinta
Cores diversas, intensas
Mescladas com a imaginação
Surgindo então um roteiro cristalino
Com vibrações serenas
Que enfatizem som angélico
Que insinuem ar celeste
Que emane dali o AMOR.


Eu pintei minha tela
O reflexo dos meus sonhos, imprimi nela
Um motivo com semelhança la do céu
Uma razão com aspecto do oceano
Que nunca seca porque é fiel
Um tema que sugere AMOR,
CONFIANÇA, PAZ, ESPERANÇA
SABEDORIA...
Pautei assim um universo padrão
Sem placas, sinais, símbolos
Sem ícones de tragédia
Com imagem de felicidade
Uma tela que exprima a realidade
Sonhada, desejada...
Vou pintar outras telas
Antes que eu já não possa mais sonhar.


Nas razões dos meus desejos
Eu tenho teus beijos
Nos traços que faço
Eu tenho o teu abraço
A paixão se vai pelos caminhos da vida
Meu motivo conduz o pincel para a tela
Mas é você que me leva
São as cores que guiam minha arte
Mas você me ilumina por toda parte
Pintando as transparências,
Me transporto, venço o tempo
E a impaciência.
Ah, mas quem dera eu retratasse
Nessa tela a natureza bela dos teus olhos
Que os meus jamais esquecem
A cor verdadeira dos teus beijos
As matizes puras dos meus desejos

Cavalete sobre a mesa, Luz acesa,
Tintas, pincéis, Uma adaptação
Usada com destreza,
Lábios que proferem paixão, Imaginação,
Um momento de criação
Mente em completa fecundação,
É hora de invenção, coração distante,
Num mundo de profusão, buscando sonhos, ilusão, perfeição,
Buscando temas, matérias,
Tentando pôr na tela um esboço,
Sem traços, sem gráficos,
Quem me dera um palco
Onde o mundo não fosse falso,
Onde a vida fosse mais florida, mais rica,
Onde eu não tivesse que inventar, nem copiar,
Um quadro com mais cor, uma vida com mais amor...


Madrugada companheira amiga
Abriga me tuas asas e me leva
Deste momento lento que insiste
Em ficar, assim, como um dia congelado
Tempo estático, como a tinta impressa na tela
Que secou e diz por si que o artista parou
A arte acabou,
Ficou apenas os traços, rabiscos retorcidos
Uma sujeira sem cor, algo sem valor
Nem abstrato, nem mancha é,
Mudez de alma
Que nada expressa.


Manhãs linda e prateada como a lua
Lá fora o sol anda firme como um rei
Que passeia na rua
Aqui dentro eu retrato a vida
E dou roupagem alegre, colorida, jovem
Aos meus dias e enfeito as horas com rosas, tulipas e margaridas
Cabeça repleta de sonhos que vão escorregando pelo pincel
Tentando imprimir na tela
Tinta azul, verde amarela
Acrílica pura ou aquarela
Uma aguada,
Para fazer o céu
Algo subjetivo
Não definido.





É na tela que eu falo do meu amor
Do que eu sinto e do que eu sou
É na tela que me calo diante á dor
Que um dia em meu peito entrou
E para sempre se instalou
É na tela que lanço este pavor, este terror
Que se chama solidão.
É na tela que deito cores quentes
Que me aquecem o frio que em mim navega
E que tua ausência congelou.
É na tela que crio caminhos, saídas
Para eu ir, sair, partir, fugir
Do mundo ruim de decadência e demência.
É na tela que afogo o pincel na gota de tinta que pinga e escorre como lágrimas que descem em meu rosto de tanto desgosto e tédio.
É na tela que encontro o remédio que alivia a angustia e a saudade.


Quantas chances eu terei ainda de pintar
De criar, de produzir, de realizar e me alegrar?!
Quanto tempo eu terei para traçar, riscar, rabiscar
Inventar meu mapa para nele eu viajar, navegar e sonhar?!
Quanta coragem me resta para eu trabalhar sem medo de errar e concertar?!
Quantos dias eu tenho para refazer minha vida com novas cores e sabores e cobrir o preto, o branco, o cinza?! Usar e abusar das nuanças intensas, douradas, azuis, violetas e magenta, sem me preocupar com os conceitos que o povo inventa.
Quantos sonhos eu terei para compor minhas noites e quantos desafios e obstáculos eu terei a vencer antes do fim?!


Eu uso as cores
Manipulo todas
Até virarem flores.
Eu pinto pássaros porque são leves
Coloridos e alegres
E voam alto, o mundo inteiro
Jeito faceiro de desfilar
E nos levam para longe
No pensamento nos fazem sonhar
E imaginar que temos asas para ir
Como o vento a todas as partes.
Eu faço traços virarem borboletas
Algumas azuis outras violetas
Elas são livres, para irem,
Para virem, como o pincel
Que leva em si
Todos os sonhos
Alguns felizes, outros tristonhos.


Um quadro branco
Um pincel redondo
Ou cerda achatada
Não importa a marca
Eu uso pêlo de marta
Um pouco de tinta
Quase nada, diluída,
Uma aguada,
Tipo aquarelada
A cada pincelada
Uma gota pinga
Um rastro que fica
E deixa marcada
Uma tela abstrata








É na tela que tudo recomeça
É na arte que tudo se arranja
É na tela que o pincel dança
Deixando suas pegadas e rastros
As vezes rosa, vermelho ou laranja
Na tela meus sonhos não só lembranças
São também esperança
Ou devaneio de criança
É na tela que tenho flores que jamais colhi
Que registro momentos que jamais vivi
Que trilho caminhos nunca percorridos
É na tela que eu pinto em tom claro ou escuro
Um dia de sol, um porto seguro
Para agora, para hoje ou para o futuro
É na tela que no meu céu tem mais luar
E as estrelas nunca irão se apagar
É na tela que uso as cores mais belas
As tintas espessas, sólidas ou aquarelas
É na tela que crio mares para eu navegar
E tinjo as águas que abrigam velas
Que me levam para outros lugares
É na tela que fujo livre da vida rumo a liberdade.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

AMOR E PAIXÃO.


Meu amor lembrei de nós dois
Do que era antes, agora e depois
De como eu me escondia em um quarto pequeno
Lugar de amor, amargura e veneno
Eu nua me exibia para o teu olhar
Que me consumia, quando me via.
A lua de longe tudo assistia
Estrelas desciam e no chão se perdiam
Faziam de tudo para ver o que acontecia
Meu amor me abraçava num gesto sereno
Roubava meus segredos e matava meus desejos
Me cobria de beijos e sabia que eu era só dele.



Meu coração outra vez acordou
E despertou com o sol ao amanhecer
Você chegou trazendo luz aos meus olhos
Aquecendo meu peito, trazendo vida a alma
Foi assim menina.
Agora aqui estou eu sonhando de novo
Que outra vez vou te encontrar.
Queria ser um beija flor e te beijar,
Queria matar esse desejo, matar essa vontade de te ver,
Matar essa saudade.
Desde que te vi eu só sei te querer.


Esse tão louco amor, esse tão lindo amor
Esse tão apressado amor, aparece muitas vezes no momento errado
E não nos oferece tempo para tirarmos as pedras do caminho
Taparmos os buracos, espalharmos as pétalas,
Está sempre atento para as almas que buscam outras
O amor transforma o nada, em beleza mais perfeita da natureza
A dúvida, em certeza.
Um olhar, em flecha que adentra o coração
E faz este, ouvir declarações que palavras não fariam.



Meu coração outra vez acordou e despertou para o amor
Foi se erguendo trôpego entre dúvidas e medos
Caindo na incerteza do momento
Levantando se com esperança no pensamento
Tateando o destino, buscando trilhas e atalhos
Caindo em labirintos e abismo
O caminho é longo, quilômetros e milhas
Até alcançar te.
Tantas escuridão há entre nós,
Onde estão os sois da paixão a luz que faz enxergar o amor
As flechas, as tochas?
Trevas, trevas,!
Meu peito agoniado
Batidas intensas,

Te olhar a primeira vez
Foi como ter uma caixinha de segredo nas mão
Fiquei de longe olhando você ir e vir
Sem saber que eu te observava
E te desejava
Quando nos falamos pela primeira vez
Eu evitei os teus olhos
Eu tinha medo de que você lesse meu segredo
Mas ao mesmo tempo, estava louca para
Me revelar,
Me insinuar
Me entregar em confissões,
Seguir minha intuição, ou melhor,
Meus desejos
Mas, meus medos me fizeram resistir
A insegurança me venceu
E deixei passar aquela emoção
Que fez meu coração tremer
Meu sangue gelar sem sentir frio
Te conhecer foi como ver um novo amanhecer
Trazendo mil promessas
Mil propostas,
E novamente fiz pactos com o cupido
Que flechou me, quedou me
Despedaçou me.
O amor é lindo
E traz tantas vibrações incríveis


Eu esperei tanto uma chance
Um momento certo
Um gesto seu me dando sinal verde
Esperei um olhar
Uma palavra
Algo que deletasse o medo
A dúvida,
Você não me deu oportunidade
Eu queria me declarar
Mas você fugia quando via
Que eu ia falar
É possível que você não tenha me olhado
É normal,
Você me viu, falou comigo,
Mas, aposto que você não sabe em que momento
Teus olhos registraram a minha imagem
Será que fui só mais uma pessoa
Que cruzou a tua estrada?
Ou alguém que apareceu em teu caminho?
Como eu gostaria de andar contigo
Alguns quilômetros, dezenas, centenas
O resto da vida.


A tua imagem não sai dos meus olhos
Tua lembrança me segue continuamente
Teu jeito desperta em mim um desejo
De aproximação
Uma vontade de sentir teu cheiro
De ter em meu corpo o teu calor
Em minha boca o teu sabor
Saudade de ver os movimentos das tuas mãos
E o teu andar que me faz desmontar toda
Hum, como eu queria agora te ver outra vez
E sentir a emoção que é te querer
Mesmo sem você saber
Sentir que você é muito para mim
E, portanto, ter medo de você perceber
O quanto eu quis te ter.


Eu te vi como a luz de um cometa
Que iluminou meu olhar
E alterou o percurso dos meus olhos
Que agora só vêem a tua imagem
Rápido como um flash
Deixou marcas e rastros
Como deixa o furacão
É, foi assim, uma visão,
Um sonho, uma ilusão
Mas, para mim, uma realidade
Assoladora,
Destruiu meu jeito velho de pensar
De querer, de desejar
E me fez despertar outra vez
Para o amor,
Desritmou meu sangue
Fazendo tudo ferver dentro de mim.
Entrou em meu peito como uma flecha
E deixou aqui dentro um pedaço de ti
Deixou você tatuada em meu coração
E agora, o que faço?
Você se foi, me deixando desse jeito
A lembrança de ti causa arrepio, delírio,
Riso, alegria, prazer, felicidade
Magia, fantasia.


De tudo que me destes só uma coisa restou
O teu nome quase tatuado em minha língua
Eu vou e volto em pensamentos que viajam no tempo
Navego no mar, no ar, tentando te encontrar
Volto a terra
Cruzo fronteiras, atravesso o mundo
Vou indo leve no voou das nuvens
Estrelas e lua a procura tua
Vou indo mais uma vez
Agora à praia
Ouvir o canto da sereia
Deitada na areia
Para silenciar meu choro
Alma pranteia para
Lavar meu peito

Sombras, nuvens, lua
O sol vai movendo seus pés
Ilusão de ver a montanha dourada
Ele não sabe que do outro lado
Tudo é escuro e turvo
O que torna a tarde colorida
Do lado de cá é a luz grandiosa dos
Seus raios, É o pôr do sol
Logo tudo perderá a forma, a cor
Nem o perfume das flores
Ficará, só temores e dores
De saudade,


Ainda é madrugada
Momento sombrio
Nem lua, nem estrelas
Nem sol, nem alvorada
Só escuro, neblina e eu
Vivendo o breu
Sem os olhos teus
Respirando frio o ar toldado
E molhado de lágrimas
Que meus olhos desataram
Para lavarem meu encanto
Tudo é turvo e confuso
Sem os olhos teus.


Tua presença
É como poesia que revela mistérios
Teu rosto como primavera iluminada
Por estrelas coloridas de flores, rosas e margaridas
Teu riso traz à luz a beleza das paixões proibidas
Tua pele clara como uma pétala branca
Tua alma pura como a de uma santa
Tuas mãos são hábeis para a paz como uma dança
Teus olhos serenos como brisa mansa
Tua voz sinfonia e harmônica como a orquestra que encanta
Teu andar é um gingado sedutor que quem olha se apaixona.


Momento sombrio
Só solidão
Que mora em mim
Como rio que passa
Deixando frio
Como um pássaro que voa
Indo pro ninho
Tão apressado
Que perde o caminho

A saudade que sinto
Abre minha alma
Que chora lágrimas
Como rios
E faz meu coração
Correr leve como
Os pingos da chuva
E meu pensamento
Voar alto e solto
Como o vento






Vou andando por aí
Em todos os caminhos
Todas as curvas e em qualquer esquina
Enfrento sol, tempo calmo
Ou neblina
Só para te ver menina
Vou andando como vadio
Por toda parte
Em outros mundos
Luas, marte
Vou inteira
Levando comigo
Meu estandarte
O Amor.
Vou te encontrar
Pois sei por certo
Que estarás perto
Me esperando em um momento quieto
Como o vento sereno
Vou indo num sonho
Doce, lindo, ameno.


Vou me enfeitar
Me ajeitar
Me perfumar
Para você me desejar
Me condenar
Ah eu vou dançar
Vou uma melodia sussurrar
Baixinho, só para você escutar
Vou despertar os amores
E trazer te para os meu sonhos
Que serão coloridos
Como rosas de todas as cores
Como pétalas de flores.
Como tinta na tela
Quero te aqui, impressa
Em mim.


Minha alma voou alto
Em mundos que crio
As vezes aquecida,
As vezes tremendo de frio
Longe de ti, tudo é sombrio
Voou tão alto
E quedou se até o chão
Teu coração era meu alvo
Teu sorriso meu vício
Teu beijo macio
Teu toque um arrepio
Teu olhar um delírio
Tua boca um rio
No qual me afogo
Sem medo de morrer
Em tuas águas
Que vêm como oceano
No qual me sacio
E navego como um vadio, sem navio
Em mar vazio.


Eu Sou Alma Vivente-
Longe do céu
Sem sol, sem lua, sem mel
Sou minha, sou tua, sou leve
Como papel me dobro, desdobro
Me transformo
Em várias, em multidões
Eu sou eu em dezenas ou centenas
Sou tudo, sou nada
Mulher tão pequena
Sou fera, menina serena
Sou Vera, Divina ou Helena
Sou idade madura
Sou criança em sua ternura
Anjo de Candura
Sou velhice em sabedoria
E tolice.
Não sou santa
Sou como outras entre tantas
De vez em quando
Sou eu mesma
Em busca de me achar
Me encontRar



Eu vivia sozinho
A vagar pelas noites
Abrindo caminho na escuridão
Buscando em vão os teus olhos
Em um corpo distante
Tantos casais são iguais
Separados por destino louco
Que não sabe que os amantes
São poucos
E estes poucos vivem no sufoco
O desejos é quase morto
O beijo sem gosto,
O sexo é oposto
Longe do teu corpo.


Meu amor ai que frio
Lembro de nós, nas noites que voavam
As horas eram fachos,
Como cinzeiros acessos
As mãos aqueciam e afagavam
Os dedos apertavam os corpos em brasas
Nossos sonhos eram grandes
O amor era gigante
Hoje a manhã é tão fria e vazia
As sombras dominam o dia
Não há nada de magia
Para que fazer poesia?
Naquela época, você lia
Tudo o que eu escrevia,
Agora digitar é como
Beber veneno em goles pequenos


Hoje eu acordei tão cedo
Antes que a estrela d´alva
E cantei com voz tão alta
A manhã está super iluminada
Cada vez mais clara
Uma luz sempre acesa
As horas parecem que voavam
Coisa ingrata
Se elas tem asas
Porque não me levam
Desta estrada
Antes estivesse presa
E a natureza parada
Para que escrevo tantas palavras?
Se as almas são iletradas?


Hoje o vento veio cedo
E trouxe te para mim
Meu amor, não me deixe mais
Porque os iguais eu não quero mais
Os triviais eu deixo em paz
Como um barco no cais.
Meu amor, não me deixe mais
Sem você os dias são banais
As noites são vazias e frias
E eu tenho tanto medo.
E abracei teu corpo molhado
Vestido de desejos
E dei te um beijo roubado
Quase forçado
Apertando te em meu peito
Afagando os teus cabelos
Assim, em um momento quase perfeito
Me desfiz de todo medo
E de qualquer sentimento vulgar.


É tão difícil manter,
A chama deste amor acesa
Sem que você aqui esteja
Mas, que assim seja
Se é assim que você deseja
Mas, não esqueça que a chuva
Que cai amena na primavera
Fazendo despertar paixão
Pode vir em qualquer outro dia
Numa noite fria
E apagar essa chama
Que existe em meu coração.



Achastes me em tua cama, nua
E envolta na magia da luz da lua
Que pela janela como chama adentrava
Eu fui tua
E na malicia dos teus beijos me afoguei
E com a relva dos teus pelos eu me cobri
E com as tuas carnes úmidas me molhei
E na tua tez suada me refresquei


Você com um toque apenas me transforma
Em águas e com outro toque agita me
E quebra me em moléculas,
Parte de mim é amor
Outra carinho, outra afeto, eu confesso
Você me transforma em rios que descem como ondas
E seguem seu caminho
Você não imagina, mas em cada esquina
Há um desafio que te fascina
Em cada curva do rio há águas correntes
Que te dominam e te levam e te mobilizam
E te fazem adentrar para o fundo,
Vai indo, nadando, se engasgando
Com pequenos goles
Não espere, nade, procure a margem
Não queira voltar, não queira me amar
Você pode se afogar ou a água te arrastar
É melhor você parar, porque o rio pode transbordar.



Teu corpo no meu
Momento sombrio
Duas fêmeas no cio
Que em gotas se desfazem
Gotas que rolam na pele
E formam um rio
Em ondas majestosas
Que correm ligeiras
Meu corpo inteiro
Molhando minha pele quente
Com suas águas tépidas
Se perdendo em minhas esquinas e curvas
Se deixando ficar em minhas estradas
Regando me com tantas águas.


Entre um beco
E uma rua
Eu vejo tua sombra
E ouço teu sussurro
E murmuro
Em juras secretas
Pactos ocultos
Falsas promessas
De tantas culpas e falhas
Não sobrou migalhas
De tantas fugas e mentiras
Não restou rimas


Noite fria,
Mente sombria,
Poesia e magia,
A lua ébria
Apaixonada,
Na madrugada,
Penetrando as nuvens
Escuridão erótica,
Meu coração pede urgência
Afaga meu sangue que borbulha frio
Aquece meu corpo com o calor de todos os vulcões
Estou aflito, meus lábios moribundos
De saudade.......
Que vontade
Dos teu abraços
Que desejo de ouvir teus sussurros
Chamando, atiçando e cumprindo os meus desejos



Olhando hoje, a tela fria
Digito palavras vazias
Faço poesia
Registro momentos
Que foram mais que pensamentos
Foram momentos de magia
Aquele dia
Do nosso orgasmo
Então me calo
Não falo,
Me engasgo
E tudo que faço
Lembra teus traços
Tuas linhas
Tua boca beijando a minha
Então me excito
Me inspiro
E teu nome digito
Que soa como grito no infinito


Letras sem som, sem timbre, sem valor....
Palavras como se fossem mudas
Como se fossem ícones e rumor de sombras
Como o mar calado que não canta a alegria de ver a lua, as estrelas,
Mas o mar louva o prazer de sentir o vento lhe acariciar
O mar geme de gozo ao sentir o sol lhe penetrar
O mar em seu êxtase lambe eroticamente a praia que se derrete em
espuma.
O mar sussurra algo que só os poetas entendem
São as letras que acariciam e penetram a alma do poeta
E uma a uma vão saindo
O poeta abri a boca das palavras
E faz parir os versos,
Que iluminam as mentes como se fossem rastros de luzes


Entre mordidas e lambidas
O amor acontece
É assim que me excitas
E despertas os meus gemidos e
Meus suspiros.
Entre guerras e conflitos
Te entregas
Esfregas o teu corpo no meu
E me faz tremer
E me faz querer mais
E me faz perder a paz
E sussurra algo
E murmura alto
E grita que atingiu seu alvo
E me molha com tantas águas
E prepara rios para nadar nossas almas



Meus sonhos me dão asas
Para eu voar
Sair do chão
Seu amor me dá
Desejo de te beijar
Te dá meu coração
Teu olhar desperta
Vontade de amar
E dá tesão
O teu cheiro
Me enlouquece
Me dá vontade
De me entregar


Hoje a noite está tão fria
A cama está vazia
Mais um desejo perdido
Um sonho proibido
Hoje eu queria ser tua
Das estrelas e até da lua
Hoje eu queria ser tua
Do mundo e até da rua


Eu quero e tu sabes
Que eu sei te amar
Que aos poucos e sempre
Eu te deixo louco
Quando te quero
Te tenho
E beijo tua boca
Até ficar louca
Bebo teu corpo
Até matar minha sede


Faz tempo que não te vejo
Tanto desejo do teu beijo
Vou te contar um segredo
Que leio nas páginas que escrevo
Nos versos eu me atrevo
Eu sei que não devo
Mas, o que fazer
Com tanto desejo?
Nele te vejo
E tenho teus beijos




Minha alma nua
Na noite fria
Janela aberta
A espiar uma estrela
Que no céu flutua, e
A lua a sorrir,
Flertar, desejo de possuir
Abro mais a janela
Para ela poder vir
Ou eu com ela partir
Ir livre e leve
Solta na rua
Mas, a cabeça, no mundo da lua.....


Tão fria a noite
Tão bravo o mar
A praia é mansa, quieta
E se deixa ficar
O mar arrogante
Se exibe, provoca
Até conquistar
Faz pose, desfila
E dança até a praia abraçar
Vai tocando, beijando e lambendo
Até a praia espumar
O vento ciumento
Olha a festa e detesta
Mas se aproxima livre, leve e nu
O mar se enfraquece, enlouquece e perde a razão
O vento que é brisa, tempestade e furacão
Quebra o mar em vários pedaços e ordena que ele vá sossegar
A praia oferece ao vento a sua cama e insiste até ele ficar
Ele aceita e canta canções que de longe ouvimos o seu sussurrar.


Manhã tão pura, clara imaculada
O sol vai chegando, entrando e abusando do seu poder
Cada vez penetra mais,
Vai chegando, acariciando, jorrando raios
A manhã se rende, se perde, não agüenta mais
O sol é mais forte, provoca e abusa até não querer mais
A manhã vai embora, vai saindo de mansinho
Vai atrás da brisa leve,
Quer ganhar o seu carinho.


Madrugada transparente
Brisa leve, lenta e fria
Lua nua, brilhante como cristal
Vem se abrindo em lua maior
Serena como menina
Tão pura, meiga e feminina
Desfila, seduz e conquista
É ativa, se atreve e domina
É bebida, comida e lambida
Madrugada é volúpia , erótica e altiva
Se apaixona quando vê o sol
Se entrega em seus braços
E no gozo do seu calor adormece.


Tantas noites sem dormir
Tantos desejos escritos e não lidos
Tantos momentos perdidos
Tantos sonhos não vividos
Tantos pactos feitos e não cumpridos
Felicidade não tem hora de chegar
Nem de partir
Lágrima não tem hora de rolar
Nem de sumir
O amor é coisa rara de encontrar
Os sonhos não se devem guardar
É preciso sonhar.e realizar.



Olhar nos teus olhos
Negros como a noite
Brilhantes como estrelas
Lindos como poemas
Que se deixam ser lidos
Como livros proibidos
Eu vejo tantos desejos
Tantos sonhos desfeitos
Tantos planos imperfeitos
Eu tenho medo
Tua luz é tão forte
Parece farol aceso



Na verdade de um poema
Eu louvo os teus beijos
Meu desejo
Nosso segredo
Eu branquinha, você negro
Eu seduzo e não nego
Você detesta, mas confessa
Sua alma está aberta
Posso entrar, fazer a festa
Vou chegando de mansinho
E te dou o meu carinho
Uma hora, como a um homem
Outra hora como a uma mulher
O desejo me condena
E toco tua pele morena
Parece cena de cinema
O teu cheiro me envenena
Mas vale a pena
E me faz ser tão pequena.





Madrugada chega fresca
De repente como chuva
Que vem como tempestade
Vem tão rápido como pássaro
Trás o vento a saudade
Que condena minha alma
A viver esta realidade
A escrever outro poema
Que tenha a mentira como tema
E fale a verdade sem ofensa.




Eu sei que teu coração chora
Mas por dentro ignora
Sei o quanto ele implora
Por um beijo sem demora
O momento é agora
Não deixe para outra hora
Entre, feche a porta e fique aqui dentro
Lá fora tudo é tão longe e lento
O caminho é pequeno
Na estrada tem o vento
Que espalha a poeira
Desfazendo nossos passos
As pegadas que ficaram
Lá embaixo da roseira
O vento agita a terra
E altera nossos sonhos
Aqui dentro estamos guardados
Madrugada aqui é calma
Lá é fria e congela.




Um quadro branco
Um pincel redondo
Ou cerda achatada
Não importa a marca
Eu uso pêlo de marta
Um pouco de tinta
Quase nada, diluída,
Uma aguada,
Tipo aquarelada
A cada pincelada
Uma gota pinga
Um rastro que fica
E deixa marcada
Uma tela abstrata




Eu uso as cores
Manipulo todas
Até virarem flores.
Eu pinto pássaros porque são leves
Coloridos e alegres
E voam alto, o mundo inteiro
Jeito faceiro de desfilar
E nos levam para longe
No pensamento nos fazem sonhar
E imaginar que temos asas para ir
Como o vento a todas as partes.
Eu faço traços virarem borboletas
Algumas azuis outras violetas
Elas são livres, para irem,
Para virem, como o pincel
Que leva em si
Todos os sonhos
Alguns felizes, outros tristonhos.




Quantas chances eu terei ainda de pintar
De criar, de produzir, de realizar e me alegrar?!
Quanto tempo eu terei para traçar, riscar, rabiscar
Inventar meu mapa para nele eu viajar, navegar e sonhar?!
Quanta coragem me resta para eu trabalhar sem medo de errar e concertar?!
Quantos dias eu tenho para refazer minha vida com novas cores e sabores e cobrir o preto, o branco, o cinza?! Usar e abusar das nuanças intensas, douradas, azuis, violetas e magenta, sem me preocupar com os conceitos que o povo inventa.
Quantos sonhos eu terei para compor minhas noites e quantos desafios e obstáculos eu terei a vencer antes do fim?!




É na tela que eu falo do meu amor
Do que eu sinto e do que eu sou
É na tela que me calo diante á dor
Que um dia em meu peito entrou
E para sempre se instalou
É na tela que lanço este pavor, este terror
Que se chama solidão.
É na tela que deito cores quentes
Que me aquecem o frio que em mim navega
E que tua ausência congelou.
É na tela que crio caminhos, saídas
Para eu ir, sair, partir, fugir
Do mundo ruim de decadência e demência.
É na tela que afogo o pincel na gota de tinta que pinga e escorre como lágrimas que descem em meu rosto de tanto desgosto e tédio.
É na tela que encontro o remédio que alivia a angustia e a saudade.

Mulher, menina valente
Hora anciã, outra hora adolescente
Mulher, com seu gingado faceiro
Você é a rainha do meu terreiro
Mulher, com seu batom vermelho
Eu te ofereço o meu espelho
Mulher, o teu fogo arrasa
Me dá um pouco da tua brasa
Mulher, um anjo vestido de branco
Eu te darei meu sorriso franco




Mulher, nem ontem, nem hoje
Nem antes, nem depois
Nem passado, nem futuro
Nem pena, nem perdão
Apenas minha paixão
Mulher, nem dúvida, nem certeza
Nem alegria, nem tristeza
Nem cama, nem mesa
Nem lágrima, nem riso
Apenas, meu paraíso
Mulher, nem erros, nem acertos
Nem fim, nem começo
Nem brisa, nem furação
Nem prata, nem ouro
Apenas meu tesouro




Mulher, um oceano.
Eu, apenas uma ilha
Você, a luz intensa do sol;
Eu, apenas uma estrela que brilha
Você, meu sonho de noite e de dia
Eu, apenas poesia.



Mulher que em minha cama, me ama
Teu sorriso de estrela, lembra a lua
Tua pele branca, lembra a flor
Teus olhos, meu espelho, minha paz
Tuas curvas, meu limite, meu prazer
Te amar é um ritual, lembra magia
Te beijar é um feitiço que vicia
Tua voz é como águas que me levam para longe
Não sei para onde




Eu sou mulher, e sou também,
O licor que enfeitiça, o fogo que atiça,
A mulher que te conquista
Eu sou a flor que te encanta, o beijo que te inflama, a mulher que te ama
Eu sou a estrela que te conduz a mulher que te seduz
Eu sou a noite de magia, a voz da melodia, a tua poesia......
Eu sou a luz que te ilumina, a brasa que fulmina, a mulher que te fascina
Eu sou o anjo da perdição, o amor, a paixão, a mulher do teu coração
Eu sou os teus sonhos mais sagrados, os teus planos rasgados,
Os teus momentos flagrados, os teus pensamentos magoados
Os teus tormentos mais desejados
Eu sou os teus caminhos, as tuas esquinas
Eu sou a chama da tua paixão
Eu sou a luz na escuridão

Eu sou mulher que precisa dos teus olhos, me olhando fundo
Desvendando meu interior
Preciso da tua voz sussurrando meu nome e fazendo vibrar
Meu coração.
Preciso dos teus braços, para me apertarem e me protegerem
Preciso de ti para me fazeres amar e me encantar
Preciso do teu amor, do teu calor.
Preciso de ti para guiar o meu destino e dirigir o meu caminho...
Preciso do teu carinho raro e caro, para não esquecer
A falta que ele me faz
Preciso de você, razão da minha paz
E de todo bem que a vida me traz.




Eu sou mulher, não apenas uma, com certeza várias
Uma de todas, quem sabe a maior, busca encontrar o amor
Deixado em algum lugar.
Uma tão morta, branca e fria quanto a neve
Outra tão viva, acesa e quente quanto a chama
Uma tão meiga, serena. e doce quanto a lua
Outra tão inflamável, dominadora, arrogante, quanto ao sol.
Mas, também sou estrela, carente da tua luz, do teu calor
Sou mulher racional, mas também animal
Sou mulher quando te amo, quando tu me chamas
Eu vou e tu me amas.
Sou mulher quando canto, com voz de pranto, em cada canto
Eu me espanto.
Sou mulher que quer amar, mas, também ser amada
Sou mulher que quer sonhar, mas, também viver
Sou mulher que quer entregar se, mas, também possuir
Sou mulher que quer dar, mas, também receber.




Eu sou mulher, não me julgo, não fujo, encaro o perigo.
Sofro o castigo porque não ouço aviso
Eu sou mulher, que te leva pro meu mar
Que te rega com minhas águas.
Eu sou mulher, que não sabe viver sem amor
Sem teu calor, sem teu sabor
Eu sou mulher, de alma pura, que exala ternura
Te ofereço uma fruta madura.
Eu sou mulher, sem frescura eu me entrego e não nego,
Eu avanço o sinal, mas, não faz mal, eu sou mulher.




Eu sou mulher, cobiçada, desejada, amada.
Sou frágil como uma flor, forte como um gigante
Quando sou fraca me aconchego no teu calor
Quando sou força te dou o meu amor
Eu sou mulher, de alma fria, pele macia
Sou feitiço que vicia, um ritual de magia
Uma poesia que o ventou levou
Uma melodia que o amor consagrou
Eu sou mulher, completa em todas as formas
Ignoro normas, evito avisos, não temo os perigos,
E, portanto, digo, sou repleta de desejos,
Cheia de medos, que transbordam pelas bordas
E se derrama pelos teus beijos.

Mulher





Eu sou mulher e necessito de cuidados
De afagos, de olhares
Eu avisei, eu implorei
Mas você não enxergou minha dor, meu sofrer
Você não percebia, não me dava atenção
Eu estava sempre ali, com unhas e boca pintadas
Com meu melhor perfume, com roupas insinuantes
Mas você não via, só enxergava o pior de mim
Foi sempre assim, você longe de mim
Na verdade você nunca foi minha
Mas você me chamava de sua rainha
De sua esposa, de sua mulher, de sua família
Dizia que me amava e chorava com medo de me perder

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Quisera





Quisera eu livre voar
Voar livre sem destino
Seguindo meu instinto
Que hoje preso reflete
Valores e medidas
Pesos e ofensas
Agressões sócias
Que ferem a alma
Que aprisionam como gaiolas
Que se fecham como labirintos
Quisera eu voar na fantasia
Como pássaros felizes
Que acompanham o vento
Porque são livres
E velozes, e levam aos poetas
Rimas, palavras que como faíscas
Brilham na escuridão
E fascinam os corações.

Não me leve assim





Não me leve assim inteira
Deixe me ficar aqui
Como mentira verdadeira
Que passa faceira
Conquistando, seduzindo
Deixe minhas certezas
Deixe as duvidas
Deixe me hoje, Amanhã
Deixe me mais um pouco
Como poeta louco
Que delira e sonha
Deixe também os meus momentos
Que sejam tantos ou menos
Deixe me agora, Esta hora
Este instante
Deixe meu sorriso
Meu silencio
Deixe me a saudade
Que existe sim
Aqui em mim
Enfim, deixe o sonho
Que foi grande e alto
Lindo e forte
Deixe seus olhos
Para iluminar minha lembrança
E te trazer de volta
Como uma música ou uma dança

É na tela




É na tela que tudo recomeça
É na arte que tudo se arranja
É na tela que o pincel dança
Deixando suas pegadas e rastros
As vezes rosa, vermelho ou laranja
Na tela meus sonhos não só lembranças
São também esperança
Ou devaneio de criança
É na tela que tenho flores que jamais colhi
Que registro momentos que jamais vivi
Que trilho caminhos nunca percorridos
É na tela que eu pinto em tom claro ou escuro
Um dia de sol, um porto seguro
Para agora, para hoje ou para o futuro
É na tela que no meu céu tem mais luar
E as estrelas nunca irão se apagar
É na tela que uso as cores mais belas
As tintas espessas, sólidas ou aquarelas
É na tela que crio mares para eu navegar
E tinjo as águas que abrigam velas
Que me levam para outros lugares
É na tela que fujo livre da vida rumo a liberdade.