quarta-feira, 30 de junho de 2010

AMOR E PAIXÃO.


Meu amor lembrei de nós dois
Do que era antes, agora e depois
De como eu me escondia em um quarto pequeno
Lugar de amor, amargura e veneno
Eu nua me exibia para o teu olhar
Que me consumia, quando me via.
A lua de longe tudo assistia
Estrelas desciam e no chão se perdiam
Faziam de tudo para ver o que acontecia
Meu amor me abraçava num gesto sereno
Roubava meus segredos e matava meus desejos
Me cobria de beijos e sabia que eu era só dele.



Meu coração outra vez acordou
E despertou com o sol ao amanhecer
Você chegou trazendo luz aos meus olhos
Aquecendo meu peito, trazendo vida a alma
Foi assim menina.
Agora aqui estou eu sonhando de novo
Que outra vez vou te encontrar.
Queria ser um beija flor e te beijar,
Queria matar esse desejo, matar essa vontade de te ver,
Matar essa saudade.
Desde que te vi eu só sei te querer.


Esse tão louco amor, esse tão lindo amor
Esse tão apressado amor, aparece muitas vezes no momento errado
E não nos oferece tempo para tirarmos as pedras do caminho
Taparmos os buracos, espalharmos as pétalas,
Está sempre atento para as almas que buscam outras
O amor transforma o nada, em beleza mais perfeita da natureza
A dúvida, em certeza.
Um olhar, em flecha que adentra o coração
E faz este, ouvir declarações que palavras não fariam.



Meu coração outra vez acordou e despertou para o amor
Foi se erguendo trôpego entre dúvidas e medos
Caindo na incerteza do momento
Levantando se com esperança no pensamento
Tateando o destino, buscando trilhas e atalhos
Caindo em labirintos e abismo
O caminho é longo, quilômetros e milhas
Até alcançar te.
Tantas escuridão há entre nós,
Onde estão os sois da paixão a luz que faz enxergar o amor
As flechas, as tochas?
Trevas, trevas,!
Meu peito agoniado
Batidas intensas,

Te olhar a primeira vez
Foi como ter uma caixinha de segredo nas mão
Fiquei de longe olhando você ir e vir
Sem saber que eu te observava
E te desejava
Quando nos falamos pela primeira vez
Eu evitei os teus olhos
Eu tinha medo de que você lesse meu segredo
Mas ao mesmo tempo, estava louca para
Me revelar,
Me insinuar
Me entregar em confissões,
Seguir minha intuição, ou melhor,
Meus desejos
Mas, meus medos me fizeram resistir
A insegurança me venceu
E deixei passar aquela emoção
Que fez meu coração tremer
Meu sangue gelar sem sentir frio
Te conhecer foi como ver um novo amanhecer
Trazendo mil promessas
Mil propostas,
E novamente fiz pactos com o cupido
Que flechou me, quedou me
Despedaçou me.
O amor é lindo
E traz tantas vibrações incríveis


Eu esperei tanto uma chance
Um momento certo
Um gesto seu me dando sinal verde
Esperei um olhar
Uma palavra
Algo que deletasse o medo
A dúvida,
Você não me deu oportunidade
Eu queria me declarar
Mas você fugia quando via
Que eu ia falar
É possível que você não tenha me olhado
É normal,
Você me viu, falou comigo,
Mas, aposto que você não sabe em que momento
Teus olhos registraram a minha imagem
Será que fui só mais uma pessoa
Que cruzou a tua estrada?
Ou alguém que apareceu em teu caminho?
Como eu gostaria de andar contigo
Alguns quilômetros, dezenas, centenas
O resto da vida.


A tua imagem não sai dos meus olhos
Tua lembrança me segue continuamente
Teu jeito desperta em mim um desejo
De aproximação
Uma vontade de sentir teu cheiro
De ter em meu corpo o teu calor
Em minha boca o teu sabor
Saudade de ver os movimentos das tuas mãos
E o teu andar que me faz desmontar toda
Hum, como eu queria agora te ver outra vez
E sentir a emoção que é te querer
Mesmo sem você saber
Sentir que você é muito para mim
E, portanto, ter medo de você perceber
O quanto eu quis te ter.


Eu te vi como a luz de um cometa
Que iluminou meu olhar
E alterou o percurso dos meus olhos
Que agora só vêem a tua imagem
Rápido como um flash
Deixou marcas e rastros
Como deixa o furacão
É, foi assim, uma visão,
Um sonho, uma ilusão
Mas, para mim, uma realidade
Assoladora,
Destruiu meu jeito velho de pensar
De querer, de desejar
E me fez despertar outra vez
Para o amor,
Desritmou meu sangue
Fazendo tudo ferver dentro de mim.
Entrou em meu peito como uma flecha
E deixou aqui dentro um pedaço de ti
Deixou você tatuada em meu coração
E agora, o que faço?
Você se foi, me deixando desse jeito
A lembrança de ti causa arrepio, delírio,
Riso, alegria, prazer, felicidade
Magia, fantasia.


De tudo que me destes só uma coisa restou
O teu nome quase tatuado em minha língua
Eu vou e volto em pensamentos que viajam no tempo
Navego no mar, no ar, tentando te encontrar
Volto a terra
Cruzo fronteiras, atravesso o mundo
Vou indo leve no voou das nuvens
Estrelas e lua a procura tua
Vou indo mais uma vez
Agora à praia
Ouvir o canto da sereia
Deitada na areia
Para silenciar meu choro
Alma pranteia para
Lavar meu peito

Sombras, nuvens, lua
O sol vai movendo seus pés
Ilusão de ver a montanha dourada
Ele não sabe que do outro lado
Tudo é escuro e turvo
O que torna a tarde colorida
Do lado de cá é a luz grandiosa dos
Seus raios, É o pôr do sol
Logo tudo perderá a forma, a cor
Nem o perfume das flores
Ficará, só temores e dores
De saudade,


Ainda é madrugada
Momento sombrio
Nem lua, nem estrelas
Nem sol, nem alvorada
Só escuro, neblina e eu
Vivendo o breu
Sem os olhos teus
Respirando frio o ar toldado
E molhado de lágrimas
Que meus olhos desataram
Para lavarem meu encanto
Tudo é turvo e confuso
Sem os olhos teus.


Tua presença
É como poesia que revela mistérios
Teu rosto como primavera iluminada
Por estrelas coloridas de flores, rosas e margaridas
Teu riso traz à luz a beleza das paixões proibidas
Tua pele clara como uma pétala branca
Tua alma pura como a de uma santa
Tuas mãos são hábeis para a paz como uma dança
Teus olhos serenos como brisa mansa
Tua voz sinfonia e harmônica como a orquestra que encanta
Teu andar é um gingado sedutor que quem olha se apaixona.


Momento sombrio
Só solidão
Que mora em mim
Como rio que passa
Deixando frio
Como um pássaro que voa
Indo pro ninho
Tão apressado
Que perde o caminho

A saudade que sinto
Abre minha alma
Que chora lágrimas
Como rios
E faz meu coração
Correr leve como
Os pingos da chuva
E meu pensamento
Voar alto e solto
Como o vento






Vou andando por aí
Em todos os caminhos
Todas as curvas e em qualquer esquina
Enfrento sol, tempo calmo
Ou neblina
Só para te ver menina
Vou andando como vadio
Por toda parte
Em outros mundos
Luas, marte
Vou inteira
Levando comigo
Meu estandarte
O Amor.
Vou te encontrar
Pois sei por certo
Que estarás perto
Me esperando em um momento quieto
Como o vento sereno
Vou indo num sonho
Doce, lindo, ameno.


Vou me enfeitar
Me ajeitar
Me perfumar
Para você me desejar
Me condenar
Ah eu vou dançar
Vou uma melodia sussurrar
Baixinho, só para você escutar
Vou despertar os amores
E trazer te para os meu sonhos
Que serão coloridos
Como rosas de todas as cores
Como pétalas de flores.
Como tinta na tela
Quero te aqui, impressa
Em mim.


Minha alma voou alto
Em mundos que crio
As vezes aquecida,
As vezes tremendo de frio
Longe de ti, tudo é sombrio
Voou tão alto
E quedou se até o chão
Teu coração era meu alvo
Teu sorriso meu vício
Teu beijo macio
Teu toque um arrepio
Teu olhar um delírio
Tua boca um rio
No qual me afogo
Sem medo de morrer
Em tuas águas
Que vêm como oceano
No qual me sacio
E navego como um vadio, sem navio
Em mar vazio.


Eu Sou Alma Vivente-
Longe do céu
Sem sol, sem lua, sem mel
Sou minha, sou tua, sou leve
Como papel me dobro, desdobro
Me transformo
Em várias, em multidões
Eu sou eu em dezenas ou centenas
Sou tudo, sou nada
Mulher tão pequena
Sou fera, menina serena
Sou Vera, Divina ou Helena
Sou idade madura
Sou criança em sua ternura
Anjo de Candura
Sou velhice em sabedoria
E tolice.
Não sou santa
Sou como outras entre tantas
De vez em quando
Sou eu mesma
Em busca de me achar
Me encontRar



Eu vivia sozinho
A vagar pelas noites
Abrindo caminho na escuridão
Buscando em vão os teus olhos
Em um corpo distante
Tantos casais são iguais
Separados por destino louco
Que não sabe que os amantes
São poucos
E estes poucos vivem no sufoco
O desejos é quase morto
O beijo sem gosto,
O sexo é oposto
Longe do teu corpo.


Meu amor ai que frio
Lembro de nós, nas noites que voavam
As horas eram fachos,
Como cinzeiros acessos
As mãos aqueciam e afagavam
Os dedos apertavam os corpos em brasas
Nossos sonhos eram grandes
O amor era gigante
Hoje a manhã é tão fria e vazia
As sombras dominam o dia
Não há nada de magia
Para que fazer poesia?
Naquela época, você lia
Tudo o que eu escrevia,
Agora digitar é como
Beber veneno em goles pequenos


Hoje eu acordei tão cedo
Antes que a estrela d´alva
E cantei com voz tão alta
A manhã está super iluminada
Cada vez mais clara
Uma luz sempre acesa
As horas parecem que voavam
Coisa ingrata
Se elas tem asas
Porque não me levam
Desta estrada
Antes estivesse presa
E a natureza parada
Para que escrevo tantas palavras?
Se as almas são iletradas?


Hoje o vento veio cedo
E trouxe te para mim
Meu amor, não me deixe mais
Porque os iguais eu não quero mais
Os triviais eu deixo em paz
Como um barco no cais.
Meu amor, não me deixe mais
Sem você os dias são banais
As noites são vazias e frias
E eu tenho tanto medo.
E abracei teu corpo molhado
Vestido de desejos
E dei te um beijo roubado
Quase forçado
Apertando te em meu peito
Afagando os teus cabelos
Assim, em um momento quase perfeito
Me desfiz de todo medo
E de qualquer sentimento vulgar.


É tão difícil manter,
A chama deste amor acesa
Sem que você aqui esteja
Mas, que assim seja
Se é assim que você deseja
Mas, não esqueça que a chuva
Que cai amena na primavera
Fazendo despertar paixão
Pode vir em qualquer outro dia
Numa noite fria
E apagar essa chama
Que existe em meu coração.



Achastes me em tua cama, nua
E envolta na magia da luz da lua
Que pela janela como chama adentrava
Eu fui tua
E na malicia dos teus beijos me afoguei
E com a relva dos teus pelos eu me cobri
E com as tuas carnes úmidas me molhei
E na tua tez suada me refresquei


Você com um toque apenas me transforma
Em águas e com outro toque agita me
E quebra me em moléculas,
Parte de mim é amor
Outra carinho, outra afeto, eu confesso
Você me transforma em rios que descem como ondas
E seguem seu caminho
Você não imagina, mas em cada esquina
Há um desafio que te fascina
Em cada curva do rio há águas correntes
Que te dominam e te levam e te mobilizam
E te fazem adentrar para o fundo,
Vai indo, nadando, se engasgando
Com pequenos goles
Não espere, nade, procure a margem
Não queira voltar, não queira me amar
Você pode se afogar ou a água te arrastar
É melhor você parar, porque o rio pode transbordar.



Teu corpo no meu
Momento sombrio
Duas fêmeas no cio
Que em gotas se desfazem
Gotas que rolam na pele
E formam um rio
Em ondas majestosas
Que correm ligeiras
Meu corpo inteiro
Molhando minha pele quente
Com suas águas tépidas
Se perdendo em minhas esquinas e curvas
Se deixando ficar em minhas estradas
Regando me com tantas águas.


Entre um beco
E uma rua
Eu vejo tua sombra
E ouço teu sussurro
E murmuro
Em juras secretas
Pactos ocultos
Falsas promessas
De tantas culpas e falhas
Não sobrou migalhas
De tantas fugas e mentiras
Não restou rimas


Noite fria,
Mente sombria,
Poesia e magia,
A lua ébria
Apaixonada,
Na madrugada,
Penetrando as nuvens
Escuridão erótica,
Meu coração pede urgência
Afaga meu sangue que borbulha frio
Aquece meu corpo com o calor de todos os vulcões
Estou aflito, meus lábios moribundos
De saudade.......
Que vontade
Dos teu abraços
Que desejo de ouvir teus sussurros
Chamando, atiçando e cumprindo os meus desejos



Olhando hoje, a tela fria
Digito palavras vazias
Faço poesia
Registro momentos
Que foram mais que pensamentos
Foram momentos de magia
Aquele dia
Do nosso orgasmo
Então me calo
Não falo,
Me engasgo
E tudo que faço
Lembra teus traços
Tuas linhas
Tua boca beijando a minha
Então me excito
Me inspiro
E teu nome digito
Que soa como grito no infinito


Letras sem som, sem timbre, sem valor....
Palavras como se fossem mudas
Como se fossem ícones e rumor de sombras
Como o mar calado que não canta a alegria de ver a lua, as estrelas,
Mas o mar louva o prazer de sentir o vento lhe acariciar
O mar geme de gozo ao sentir o sol lhe penetrar
O mar em seu êxtase lambe eroticamente a praia que se derrete em
espuma.
O mar sussurra algo que só os poetas entendem
São as letras que acariciam e penetram a alma do poeta
E uma a uma vão saindo
O poeta abri a boca das palavras
E faz parir os versos,
Que iluminam as mentes como se fossem rastros de luzes


Entre mordidas e lambidas
O amor acontece
É assim que me excitas
E despertas os meus gemidos e
Meus suspiros.
Entre guerras e conflitos
Te entregas
Esfregas o teu corpo no meu
E me faz tremer
E me faz querer mais
E me faz perder a paz
E sussurra algo
E murmura alto
E grita que atingiu seu alvo
E me molha com tantas águas
E prepara rios para nadar nossas almas



Meus sonhos me dão asas
Para eu voar
Sair do chão
Seu amor me dá
Desejo de te beijar
Te dá meu coração
Teu olhar desperta
Vontade de amar
E dá tesão
O teu cheiro
Me enlouquece
Me dá vontade
De me entregar


Hoje a noite está tão fria
A cama está vazia
Mais um desejo perdido
Um sonho proibido
Hoje eu queria ser tua
Das estrelas e até da lua
Hoje eu queria ser tua
Do mundo e até da rua


Eu quero e tu sabes
Que eu sei te amar
Que aos poucos e sempre
Eu te deixo louco
Quando te quero
Te tenho
E beijo tua boca
Até ficar louca
Bebo teu corpo
Até matar minha sede


Faz tempo que não te vejo
Tanto desejo do teu beijo
Vou te contar um segredo
Que leio nas páginas que escrevo
Nos versos eu me atrevo
Eu sei que não devo
Mas, o que fazer
Com tanto desejo?
Nele te vejo
E tenho teus beijos




Minha alma nua
Na noite fria
Janela aberta
A espiar uma estrela
Que no céu flutua, e
A lua a sorrir,
Flertar, desejo de possuir
Abro mais a janela
Para ela poder vir
Ou eu com ela partir
Ir livre e leve
Solta na rua
Mas, a cabeça, no mundo da lua.....


Tão fria a noite
Tão bravo o mar
A praia é mansa, quieta
E se deixa ficar
O mar arrogante
Se exibe, provoca
Até conquistar
Faz pose, desfila
E dança até a praia abraçar
Vai tocando, beijando e lambendo
Até a praia espumar
O vento ciumento
Olha a festa e detesta
Mas se aproxima livre, leve e nu
O mar se enfraquece, enlouquece e perde a razão
O vento que é brisa, tempestade e furacão
Quebra o mar em vários pedaços e ordena que ele vá sossegar
A praia oferece ao vento a sua cama e insiste até ele ficar
Ele aceita e canta canções que de longe ouvimos o seu sussurrar.


Manhã tão pura, clara imaculada
O sol vai chegando, entrando e abusando do seu poder
Cada vez penetra mais,
Vai chegando, acariciando, jorrando raios
A manhã se rende, se perde, não agüenta mais
O sol é mais forte, provoca e abusa até não querer mais
A manhã vai embora, vai saindo de mansinho
Vai atrás da brisa leve,
Quer ganhar o seu carinho.


Madrugada transparente
Brisa leve, lenta e fria
Lua nua, brilhante como cristal
Vem se abrindo em lua maior
Serena como menina
Tão pura, meiga e feminina
Desfila, seduz e conquista
É ativa, se atreve e domina
É bebida, comida e lambida
Madrugada é volúpia , erótica e altiva
Se apaixona quando vê o sol
Se entrega em seus braços
E no gozo do seu calor adormece.


Tantas noites sem dormir
Tantos desejos escritos e não lidos
Tantos momentos perdidos
Tantos sonhos não vividos
Tantos pactos feitos e não cumpridos
Felicidade não tem hora de chegar
Nem de partir
Lágrima não tem hora de rolar
Nem de sumir
O amor é coisa rara de encontrar
Os sonhos não se devem guardar
É preciso sonhar.e realizar.



Olhar nos teus olhos
Negros como a noite
Brilhantes como estrelas
Lindos como poemas
Que se deixam ser lidos
Como livros proibidos
Eu vejo tantos desejos
Tantos sonhos desfeitos
Tantos planos imperfeitos
Eu tenho medo
Tua luz é tão forte
Parece farol aceso



Na verdade de um poema
Eu louvo os teus beijos
Meu desejo
Nosso segredo
Eu branquinha, você negro
Eu seduzo e não nego
Você detesta, mas confessa
Sua alma está aberta
Posso entrar, fazer a festa
Vou chegando de mansinho
E te dou o meu carinho
Uma hora, como a um homem
Outra hora como a uma mulher
O desejo me condena
E toco tua pele morena
Parece cena de cinema
O teu cheiro me envenena
Mas vale a pena
E me faz ser tão pequena.





Madrugada chega fresca
De repente como chuva
Que vem como tempestade
Vem tão rápido como pássaro
Trás o vento a saudade
Que condena minha alma
A viver esta realidade
A escrever outro poema
Que tenha a mentira como tema
E fale a verdade sem ofensa.




Eu sei que teu coração chora
Mas por dentro ignora
Sei o quanto ele implora
Por um beijo sem demora
O momento é agora
Não deixe para outra hora
Entre, feche a porta e fique aqui dentro
Lá fora tudo é tão longe e lento
O caminho é pequeno
Na estrada tem o vento
Que espalha a poeira
Desfazendo nossos passos
As pegadas que ficaram
Lá embaixo da roseira
O vento agita a terra
E altera nossos sonhos
Aqui dentro estamos guardados
Madrugada aqui é calma
Lá é fria e congela.

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