sexta-feira, 17 de setembro de 2010



Eu sou assim
As vezes aqui
As vezes ali
Me vejo no espelho
Vaga cor
Alma distante
Buscando o infinito
Fugindo de mim
Vem, volta
Vestido vermelho
Batom carmesim
Menina vadia
Eu me faço assim
Eu me invento pra mim
Eu me escondo em curvas perigosas
Me refugio em esquinas sinuosas
Eu me molho com tanta neblina
Água mais fina e fria
Que caem das faces
De luas tão lindas
Madrugada, dia, noite,
Caminhos sem luz
Só sombras,
Só asas para sair no silencio
Sumir no escuro.

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