terça-feira, 27 de setembro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011

À todas as Mulheres

Recicle se, seja como o girassol, acorde sempre disposta a viver o melhor dia da sua vida, levante se cedo, sorria, tome aquele banho, use seu hidratante preferido, o perfume mais envolvente que você tiver, nao esqueça do batom e as unhas??! Olha, as unhas devem estar sempre feitas, lixadinhas, pintadinhas, prontas para uma festa, o girassol, todos os dias se ergue, se ajeita, se enfeita e se exibe para o sol, assim sejamos nós, mulheres, vaidosas e exigentes. Nao devemos reclamar da vida, caso ela nao nos tenha dado o dom da beleza, devemos sim dar uma forçinha, tentando melhorar um pouquinho aqui, mais um bocadinho ali, afinal, como diz o poeta, beleza é fundamental.

Galinhada 2011 da ADV.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Lindo...viva o amor! Rs


Mas, aja espaço heim?!

Deficientes e devotees

NEM A LUA.
Há uma frase que define e justifica o título - NEM A LUA PRECISA DO CORPO INTEIRO PARA ENCANTAR E ILUMINAR - pois é, nós deficientes temos o nosso charme, a nossa elegância, toda a natureza abriga em si um raio de luz e beleza. Outro dia uma amiga da minha filha viu uma foto minha e falou o seguinte- "nossa, como sua mãe tem os olhos fechadinhos" e continuou, "meu irmão namora uma moça que tem os olhos assim, quando ela sorri, parece uma japonesa" e concluiu " ele a ama muito só pq ela tem aqueles olhinhos pequenos" Tem gente que se apaixona pela voz, outras pelo sorriso, outras pelos pés, outras.......puxa, há nas pessoas tantas razões para despertar paixão, amor e admiração. Quando eu tinha 19 anos (eu ainda andava), conheci uma moça que estava chorando pq havia operado, estava carente e só, chorava muito pq a namorada dela tinha traido ela e foi embora com outra pessoa deixando a naquela situação, eu olhei toda aquela tristeza e falei para mim mesma /essa pessoa precisa de mim/ isto foi o suficiente para eu me apaixonar.
Vi que ara a oportunidade de eu dividir com ela o amor que eu tinha dentro de mim e o carinho, cuidados e atenção, foi com ela que sofri o tal acidente de carro que me deixou tetraplégica. Morávamos juntas e em uma viagem ao Rio de Janeiro ela dormiu ao volante e capotou o carro.
Mas voltando à lua, rs, ela pode estar inteira, reduzida à metade, amarelada, prateada, sombreada, pode ser início ou fim de noite, verão, inverno tanto faz, ela sempre atrai olhares, quando ela está só aquele fiozinho iluminando o céu, ainda assim desperta nossa atenção e quando ela esta eclipsada o mundo todo pára à observa la.
Quem sabe assim se defina a relação DEFICIENTE & DEVOTEE?!!!
Eu acho simples assim, uma preferencia como outra qualquer, como há quem curta uma pessoa por ser elétrica, rápida em suas atitudes, há quem goste de pessoas

Uma mensagem especial



Setembro é um mês especial, as manhãs são mais belas, os dias mais longos e as noites perfeitas para a gente sair, curtir e se divertir.
Mas eu falo especial pelo fato de neste mês comemorarmos o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.
Contudo, eu quero falar especialmente da mulher que tem que administrar uma deficiência ou o fato de ter perdido um membro, uma parte do corpo, uma vez que há mais mulheres deficientes que homens,
Antigamente a mulher deficiente, ficava em casa, não estudava, não trabalhava e namorar então, nem pensar, graças à Deus e a algumas pessoas isto vem mudando. São muitas as vozes que ecoam no infinito por décadas, elas vêm de diversas direções, de todos os estados do nosso País se ouve o grito de pessoas que se erguem para ingressar em uma lida a favor de si e de outros. É a ousadia que faz que cada pessoa lute como herói sem se importar com as limitações que os seguem, nem com rótulos ou conceitos.
Não é nada fácil para uma mulher, se olhar em uma cadeira de rodas, com poucos movimentos ou quando lhe falta parte do corpo. Existe uma imensa preocupação quanto a questão da atração, a primeira idéia que vem a mente é a indagação “ será que alguém ainda vai me olhar com interesse”? Lógico que a resposta é um tanto quanto desanimadora e assim mergulhamos em nosso leito de tristeza.
Se fizéssemos essa pergunta a uma outra pessoa talvez veríamos que toda essa insegurança é criada por nós mesmas, mas o medo e a vergonha nos impede de revelarmos essa inquietação. É mais fácil esconder nossas inseguranças porque elas são resultado de desejos e tendências que naturalmente temos como todas as outras mulheres. Comigo foi assim, quando ocorreu o acidente em 1987 e o médico disse que eu nunca mais voltaria a andar eu logo, instantaneamente me vi completamente diferente do que eu tinha sido até ali, antes uma jovem aos vinte anos, bonita, sedutora e amante da vida, agora, nada mais que uma vida, uma respiração, um corpo de carne em cima da cadeira, sei que não é um modo muito elegante de relatar, mas eu me descrevia assim mesmo, até eu me reabilitar emocionalmente, foi assim, terminei o atual namoro e construí um esconderijo forte e cruel, o preconceito, mas a culpa não era minha, eu não sei de quem era, sei que eu andava na rua, nos shoppings e não via outras pessoas cadeirantes, principalmente mulheres, eu não via uma sequer, não encontrava ninguém usando bengalas ou outros aparelhos, nem pessoas amputadas, com o passar dos anos fui me habituando a ser diferente e me condicionar a esta realidade. Cinco anos após o acidente arrumei um namorado, engravidei e tive uma filha, isto causava espanto às pessoas e até aos médicos. Mas isto foi no inicio da década de noventa. Agora, tudo está bem diferente, nenhum deficiente deve ficar em casa chorando angustiado e sofrendo sozinho, na minha época só havia um livro que abordava a vida, os dramas, as coisas engraçadas, as dificuldades, lutas e conquistas de um deficiente, o –FELIZ ANO VELHO. Na atualidade há inúmeros títulos, há os blogs e sites, há palestras e depoimentos exibidos em escolas e na TV e há os 27 milhões de deficientes nas ruas, nas passeatas, debates, olimpíadas, namorando, casando e principalmente TRABALHANDO. Eu acho que tudo se dá a partir deste marco, TRABALHO porque TRABALHO significa independência, liberdade financeira é por isto que se ouve tanto falar em superação e em motivação. Duas palavras fundamentais para as pessoas que desafiam a própria vida para continuarem vivas. VIVAS no sentido de VIVER e não só EXISTIR.

Mas voltando aos dilemas das mulheres deficientes e talvez à titulo de um pouquinho de exagero há quem diga que a deficiência seja equivalente a beleza e a elegância, eu acho que a maioria das cadeirantes são bonitas, algumas belíssimas como é o caso das duas deputadas federais, Rosinha da adefal e Mara Gabrile, mas há muitas outras, acho um misto de charme e delicadeza uma cadeirante toda linda, bem vertida, maquiada, perfumada e sentada como uma rainha que proclama sua mensagem que é “eu sou linda, eu me amo e adoro a vida”
Eva Leite.