sábado, 8 de dezembro de 2012



Eu tenho em mim muitas lagrimas Umas que vão, outras que ficam Umas que molham meus desejos Outras que secam com os teus beijos Umas que chegam quando me abraças Outras que partem quando me deixas Eu tenho sim muitas lagrimas Umas estão presas no pensamento Outras são só um momento Umas tão rasas quanto o riso Outras tão profundas quanto o sentimento Eu tenho aqui muitas lagrimas Umas que vêm como chuva Outras que vão como o vento

Na verdade de um poema Eu louvo os teus beijos Meu desejo Nosso segredo Eu branquinha, você negro Eu seduzo e não nego Você detesta, mas confessa Sua alma está aberta Posso entrar, fazer a festa Vou chegando de mansinho E te dou o meu carinho Uma hora, como a um homem Outra hora como a uma mulher O desejo me condena E toco tua pele morena Parece cena de cinema O teu cheiro me envenena Mas vale a pena E me faz ser tão pequena.

Madrugada chega fresca De repente como chuva Que vem como tempestade Vem tão rápido como pássaro Trás o vento a saudade Que condena minha alma A viver esta realidade A escrever outro poema Que tenha a mentira como tema E fale a verdade sem ofensa.

Eu sei que teu coração chora Mas por dentro ignora Sei o quanto ele implora Por um beijo sem demora O momento é agora Não deixe para outra hora Entre, feche a porta e fique aqui dentro Lá fora tudo é tão longe e lento O caminho é pequeno Na estrada tem o vento Que espalha a poeira Desfazendo nossos passos As pegadas que ficaram Lá embaixo da roseira O vento agita a terra E altera nossos sonhos Aqui dentro estamos guardados Madrugada aqui é calma Lá é fria e congela.

Borboleta me ensinou a voar Me vestiu com asas leves Livres e coloridas E me levou bem alto Daqui de cima se vê paisagem rara A vida com outra cara Mais bela, radiante e maquiada Aqui eu me vejo melhor Aqui não sou maior, nem menor, Mas, sou igual à borboleta Livre, que voa alto Sem ter medo de se perder Porque, Não há curvas, nem labirintos Não há limites, nem barreiras

Olhos molhados de tristeza Como da água do mar Olhos magoadas pela a dor Onde foi parar aquele amor Virou sonho Magia ou poesia Agora é melodia Um conto que escrevi um dia Quando a lua nascia Iluminando meus olhos de menina E fazendo da fantasia minha rima Rimas levadas pelo vento Para longe do meu pensamento Quem sabe para presentear uma estrela.